Encerrada segunda parte do Construção de Líderes
Mais de 500 pessoas participaram do evento nesta sexta-feira (21)
O Líder em Rede, palestra de Marcos Alencar, abriu a programação da segunda parte do evento Construção de Líderes. Mestre em Ciência pela Universidade de São Paulo e pós-graduado em estratégia e inovação pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), Alencar trabalhou por 20 anos como executivo da área de tecnologia no Brasil e nos Estados Unidos. O empreendedor e acadêmico apresentou um novo olhar sobre liderança e relações institucionais, em especial sobre a importância das conexões sociais em rede e seu papel no associativismo do século XXI. “Ser líder hoje é olhar para a rede, para a comunidade dos varejistas e trabalhando com interesses comuns, mas, sobretudo, escutando a rede, escutando outros líderes”, pontuou.
As Relações Institucionais e Governamentais (RIG) no Sistema CNDL foram a pauta do painel de encerramento da segunda parte do Construção de Líderes. Participaram do debate os secretários de Comércio e Serviços, Douglas Finardi, e da Micro e Pequena Empresa, José Ricardo Veiga, ambos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o gerente de Políticas Públicas do Sebrae Nacional, Bruno Quick, o presidente da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig), Guilherme Cunha, e o executivo da Frente Parlamentar de Comércio e Serviços João Henrique Hummel. O coordenador de RIG da CNDL/ SPC Brasil, André Pellizzaro, mediou a conversa.
Ao falar sobre o relacionamento com os governos, Hummel comentou que “o fundamental é utilizar os parlamentares como instrumento do nosso trabalho e não somente responsabiliza-los como consequência de alguma inação”. “As entidades têm que ter a capacidade de estudar os temas de interesse e levar os assuntos para que os parlamentares possam ter informações qualificadas e argumentos para defender os setores”, observou.
Representando o Sebrae Nacional, Bruno Quick reforçou a importância da ferramenta de RIG. “Não é nenhum favor ou deficiência do Estado necessitar que a sociedade se organize e transmita com clareza suas propostas. Se não nos organizarmos, o Estado não vai dar conta de conhecer as nossas demandas. Se alguém tem que pensar as prioridades do varejo, somos nós. Este relacionamento é um papel que temos que desempenhar”.
“Na Secretaria de Comércio e Serviços, nosso papel principal é entender o setor. Desde 2015, existe, no MDIC, o Fórum de Competitividade do Varejo, instalado oficialmente este ano. É um espaço de diálogo franco e aberto, construído com as entidades que o compõem e que trabalha em prol de agendas convergentes para o setor”, comentou Douglas Finardi, do MDIC.
O presidente da Abrig, Guilherme Cunha, falou da atuação da entidade e da importância do relacionamento entre setores e governo. “Nós fazemos a defesa de um diálogo ético entre sociedade e Estado. A gente precisa de menos leis, muito menos leis, e a sociedade precisa estar unida nesse sentido”, disse.
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